China sem visto em 2026: roteiros de 8 a 15 dias para brasileiros
Para o viajante brasileiro, a China sempre pareceu estar do outro lado de duas fronteiras: a distância e o visto. A segunda acabou de cair. Passaportes brasileiros entram na China sem visto por até 30 dias — sem formulário, sem taxa, sem visita ao consulado. O que sobra é a parte boa: escolher o que fazer com esses 30 dias.
Montamos e operamos nossas próprias rotas com guias em espanhol e inglês, e nesta guia separamos três itinerários que funcionam muito bem para quem parte do Brasil — com tempos realistas de deslocamento, trens-bala e um cruzeiro pelo rio Yangtzé no meio, que é provavelmente a experiência mais subestimada do país. Se quiser a explicação completa da política de isenção, temos também a guia de visto e isenções em inglês, com a lista atualizada dos 50 países.
Antes de tudo: como funciona a isenção para brasileiros
- 30 dias por entrada , para turismo, negócios, visita a familiares ou trânsito — vale tanto para quem viaja sozinho quanto para grupos.
- A contagem começa no dia seguinte ao da entrada , segundo a resposta oficial da Administração Nacional de Imigração da China.
- Não é prorrogável dentro do país por essa via: se o seu trip for mais longo, você precisa de um visto L comum.
- A política está em vigor até 31 de dezembro de 2026. Ela vem sendo renovada em lotes há dois anos, mas antes de comprar passagens confirme o anúncio oficial — ou nos chame, confirmamos o seu caso sem compromisso.
- Na imigração podem pedir passagem de saída (ou continuação da viagem dentro dos 30 dias) e hospedagem reservada nos primeiros dias. Passaporte com pelo menos seis meses de validade.
Três roteiros testados
Roteiro 1 · O clássico em 15 dias
O que recomendamos para a maioria dos brasileiros na primeira viagem: história, pandas, o Yangtzé e a cidade mais futurista do país.
| Dias | Base | O que fazer |
|---|---|---|
| 1–4 | Pequim | Muralha da China (Mutianyu, sem multidões), Cidade Proibida, Templo do Céu, hutongs ao amanhecer |
| 5–6 | Xian | Exército de Terracota, muralha de bicicleta, bairro muçulmano à noite |
| 7–8 | Chengdu | Base dos pandas-gigantes, casas de chá, hotpot de Sichuan |
| 9 | Chongqing | Chegada de trem-bala (1,5 h), Hongyadong à noite, mirantes |
| 10–13 | Cruzeiro Yangtzé | Chongqing → Yichang: Três Gargantas, Wushan, barragem das Três Gargantas |
| 14–15 | Xangai | El Bund, Yu Garden, trem maglev para o aeroporto |
O trecho Pequim → Xian → Chengdu → Chongqing é todo de trem de alta velocidade (4,5 h / 4 h / 1,5 h). O cruzeiro economiza dois voos domésticos e devolve quatro dias de descanso real no meio da viagem: depois de uma semana de madrugadas, faz diferença.
Roteiro 2 · Natureza e Yangtzé em 12 dias
Para quem prefere paisagem e trilha a museu — e quer ver a China que não está no cartão-postal.
| Dias | Base | O que fazer |
|---|---|---|
| 1–3 | Chengdu | Pandas cedo, Leshan (Buda gigante), chá no Parque do Povo ao fim da tarde |
| 4–5 | Chongqing | Cidade 8D: monotrilho de Liziba, Ciqikou, noite em Hongyadong |
| 6 | Wulong | Pontes Naturais das Três Gargantas (Patrimônio da Humanidade), bate-volta |
| 7–10 | Cruzeiro Yangtzé | Chongqing → Yichang, gargantas Wu e Qutang, riacho Shennong |
| 11–12 | Zhangjiajie | Montanhas Avatar, ponte de vidro, trem saindo de Yichang |
Essa rota se concentra no sudoeste: menos quilometragem, e combina três paisagens que parecem de planetas diferentes — bacias vermelhas, carste e pilares de pedra na neblina.
Roteiro 3 · Expresso em 8 dias
Se as férias são curtas ou a China entra como um trecho de uma viagem maior pela Ásia:
- Dias 1–3: Pequim — Muralha, Cidade Proibida, hutongs.
- Dias 4–5: Xian de trem-bala — Terracota e muralha.
- Dias 6–8: Xangai — Bund, Zhujiajiao, embarque de volta.
É o mínimo decente. Se der, some um dia em Chongqing: fica no caminho entre Xian e Xangai e é das cidades que mais impressionam brasileiros pelo tamanho.
Como chegar do Brasil
Não existe voo direto entre o Brasil e a China continental: sempre há ao menos uma conexão, e o trecho porta a porta costuma levar 26 a 34 horas . Saindo de Guarulhos ou do Galeão, as conexões mais práticas passam por Doha (Qatar), Dubai (Emirates) ou Istambul (Turkish) — nonstop até o Golfo e a Turquia — ou por Lisboa, Madri, Paris, Amsterdã e Frankfurt , com baldeação na Europa.
Dois alertas que valem ouro:
- Não compre conexão pelos Estados Unidos sem visto americano — você precisa dele para transitar, mesmo sem sair do aeroporto. No Canadá as exceções são tão pontuais que é melhor assumir que também exige visto. Sem visto norte-americano, fique nas conexões pela Europa, Doha, Dubai ou Istambul.
- Uma stopover de 2–3 dias em Lisboa, Madri, Istambul ou Doha costuma custar pouco mais que o voo com conexão e quebra a viagem em duas. Do lado europeu, confirme se a sua nacionalidade precisa de visto de trânsito aeroportuário — para brasileiros, em geral não é exigido nos principais aeroportos, mas confirme por país.
Dinheiro, internet e trem: o que ninguém te avisa
- Pagamento: dinheiro quase não existe na China. Instale o Alipay ou o WeChat Pay antes de embarcar e vincule seu cartão internacional — com isso você paga tudo, até a fruta na banca.
- Internet: Google, WhatsApp e Instagram não funcionam sem VPN; baixe a sua antes de pousar. Uma eSIM internacional com VPN embutida resolve de uma vez.
- Trens-bala: a melhor forma de cruzar o país. Os bilhetes abrem cerca de 15 dias antes e esgotam rápido nos feriados — temos uma guia completa de trens para estrangeiros.
- Idioma: com um app de tradução se sobrevive; com guia em português ou espanhol... ainda não temos guia nativo em português, mas nossos guias em espanhol e inglês são fantásticos — e o espanhol se entende surpreendentemente bem com quem fala português.
Quando ir
As melhores janelas para o roteiro clássico são abril–maio e setembro–outubro . O verão brasileiro (dezembro–janeiro) é inverno na China: não é má ideia — menos multidões, hotpot perfeito, Muralha com neve —, mas no norte faz frio de verdade. Fuja da primeira semana de outubro (Golden Week) e do Ano Novo Chinês: o país inteiro viaja ao mesmo tempo. Temos um calendário mês a mês se quiser afinar as datas.
Quanto custa, aproximadamente
Sem contar o voo internacional, uma primeira viagem confortável de 15 dias fica na faixa de US$ 1.500–2.500 por pessoa em quarto duplo (hotéis 4★, trens, entradas, guia nos trechos principais). No modo econômico dá para ficar abaixo de US$ 1.000; com cabine superior no cruzeiro e hotéis 5★, perto de US$ 3.500. São ordens de grandeza, não cotações: montamos cada rota sob medida, e o catálogo de tours com confirmação imediata está aqui.
Por que fechar com a gente
Somos uma agência receptiva com sede em Chongqing, subsidiária do grupo espanhol UNODEJULIO, e trabalhamos com recursos próprios e confirmação imediata : o que você reserva, está garantido. Nada de compras forçadas nem paradas em "fábrica de seda" — o itinerário é o que combinamos, sem parada surpresa. Se quiser uma ajuda para encaixar o cruzeiro no Yangtzé nas suas datas, veja nossos tours ou fale com a gente: montamos a rota nos seus dias reais e bloqueamos trens e cruzeiro antes de você comprar os voos.
Originally published on 71Asia Tours blog.











